Programação

Lógica de Programação AdvPL – Parte 1

Escritor por Vinícius Gregório

 

O que é lógica de programação?

 

Softwares nada mais são do que um conjunto de instruções enviadas ao computador de forma estruturada para que ele execute uma ou mais tarefas.

 

Esses comandos são organizadas através de uma linguagem de programação em uma sequência lógica em um ou mais arquivos de código-fonte dentro de um projeto. A essa sequência lógica damos o nome de “lógica de programação”. É através dela que um desenvolvedor consegue implementar funcionalidades em um programa.

 

Existem diversas linguagens de programação utilizadas com o mesmo propósito de criar rotinas que serão executadas por computadores; sejam desktops, laptops, servidores, celulares, etc. Elas podem ser classificadas de diversas formas: de acordo com o tipo de sintaxe utilizada (fortemente tipadas ou não), sistemas operacionais suportados, tipo de lógica utilizada (procedurais, orientadas a objetos, eventos…), interpretadas ou compiladas, entre outras.

 

Porém, a lógica de programação não difere tanto entre elas, limitando-se a apenas diferenças conceituais e de sintaxe. Embora a forma de escrever mude, um “If” em Clipper é o mesmo que um “if” em Java!

 

Este artigo inicia uma série com o propósito de explicar os fundamentos de lógica de programação, através da linguagem utilizada pelo TOTVS Protheus, o AdvPL. A cada artigo, explicaremos um pouco mais dos conceitos e traremos alguns exemplos para quem está começando a estudar a linguagem e desenvolvimento de softwares.

 

O conteúdo da série é o básico de desenvolvimento utilizando essa linguagem. Logo, se você já é um desenvolvedor e conhece a sintaxe de um programa em AdvPL (ou Clipper), sinta-se livre para ler outros artigos de nosso site!

 

1

(fonte: http://vidadeprogramador.com.br/)

 

Algoritmo e instruções

 

O fundamento da lógica de programação está em ordenar comandos corretamente para que uma tarefa seja executada. Essa ordem é chamada de algoritmo.

 

A forma mais rápida de entender o que é um algoritmo é pensar em algo que você faz no seu dia-a-dia, como ler a seção “Modo de Preparo” de algum produto comestível semi-pronto (alguém pensou em Miojo ae?) ou a seção “Como utilizar” de outros tipos de produtos. É basicamente como uma receita, com passos que devem ser executados para atingir um resultado final.

 

Segue um exemplo (na realidade, estava preparando o jantar e foi a primeira coisa que passou pela cabeça, rs):

 

2

(fonte: http://www.revistacliche.com.br/2013/08/design-instrucional/)

 

Os 4 quadros na parte superior da imagem representam as instruções ou comandos que devem ser executados em ordem para concluir uma tarefa. E é importante que todos os passos sejam seguidos…do contrário, seguindo apenas o passo 1, o que vc vai conseguir é…uma panela com água fervente :).

 

Outra coisa importante sobre a lógica de programação é que, assim como os exemplos anteriores, embora sempre exista uma forma “mais comum” de se resolver um problema, na realidade, você pode resolver o mesmo problema de diversas formas. Pessoas diferentes tendem a ter conclusões diferentes e executar os mesmos processos de formas diferentes. Não há nada de errado com isso, desde que o objetivo final seja alcançado!

 

Um pouco sobre programas e variáveis

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Sabemos agora o que são algoritmos e temos uma noção do que são instruções, mesmo não sabendo como expressá-las de forma que um computador as execute… ainda.

 

Quando você tem um problema na vida real, automaticamente você começa a pensar em formas de resolvê-lo (algoritmo). Quando escolhe qual dessas formas é a que melhor vai te atender, você a coloca em prática. Colocar em prática, nessa analogia, significa “codificar” o programa. Traduzir em uma linguagem de programação a ordem de passos que deverão ser executados para criar uma nova funcionalidade ou executar uma tarefa.

 

Um programa é composto de um ou mais arquivos de código-fonte, onde esses comandos estão escritos. No caso do AdvPL, os arquivos tem a extensão .PRW ou .PRX (quem trabalha ou trabalhou com Clipper também conhece outras extensões, como .PRG, .OBJ, …) Você só poderá entender qual o resultado final da execução desse programa se souber o que cada um dos comandos faz (para entender a sequência toda). Embora parece assustador, é bem mais simples do que parece!

 

Em um programa, além dos comandos que serão executados, existem as variáveis. Uma variável é uma quantidade de espaço na memória (RAM, não de disco rígido) do seu computador que recebe e armazena (enquanto a rotina estiver em execução) um determinado tipo de valor. Esses tipos de valores irão representar coisas que estamos acostumados a utilizar quando pensamos em representações de problemas no nosso dia-a-dia (datas, textos, números, afirmações ou negações, listas de coisas, objetos…).

 

Pense nas variáveis como formas de armazenar temporariamente o resultado de cada um dos passos que compõe o programa. Algo como a quantidade de água necessária para a função FERVERAGUA()! No nosso caso agua := 2,5 (copos). Elas são importantíssimas para organizar as informações que serão utilizadas durante a execução de um programa.

 

No próximo artigo, veremos como é a estrutura de um arquivo de código-fonte padrão em AdvPL. Até lá.

 

Artigo 2: Lógica de Programação – Parte 2

 

Sobre o Autor

Vinícius Gregório

Tecnólogo em análise de sistemas da informação pela Faculdade IBTA (SP), empreendedor da área de TI e consultor Protheus especializado em desenvolvimento AdvPL. Trabalhou em diversos projetos com os módulos de Compras, Estoque/Custos, Faturamento, Contabilidade Gerencial, Field Service/Gestão de Serviços, Financeiro, Gestão de Contratos e Gestão de Projetos. Atua também como desenvolvedor de sistemas web e é usuário fanático de sistemas e softwares open source... (vinicius.gregorio@academiaerp.com.br)

1 comentário

  • […]   Um pouco sobre Notação Húngara   Um item que os mais atenciosos deve ter reparado é que existe uma lógica na primeira letra de cada variável nos códigos acima. oDlgMain, bCodeBlock, aNumeros, lContinua…. Isso se chama  Notação Húngara e é uma forma de organizar nosso código e facilitar a sua leitura.   Através da Notação Húngara, embora não restrinja os tipos de dados que uma variável pode armazenar, um desenvolvedor saberá que tipo de informação deve ser/estar armazenada nela.   No AdvPL usamos os seguintes prefixos:   c = Caracter (String) n = Numérico (Integer ou Float) d = Data (Date) l = Lógico (Boolean) a = Vetor (Array) b = Bloco de Código (CodeBlock) o = Objeto (Object)   No próximo artigo, veremos a sintaxe dos comandos de controle de fluxo. Até lá.  (fonte: http://vidadeprogramador.com.br/) Artigo 1: Lógica de Programação – Parte 1 […]

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